
Mudou de casa? A primeira coisa a fazer é trocar o canhão
É um dos momentos mais atarefados da vida: a mudança para uma casa nova. Há caixas por abrir, água e luz para passar ao seu nome, mil coisas na cabeça. No meio disto tudo, há uma que raramente entra na lista e devia estar lá em cima: trocar o canhão da porta de entrada. Recebeu um molho de chaves de quem lhe entregou a casa, sim. O que ninguém lhe consegue garantir é quantas cópias dessas mesmas chaves ficaram para trás.
O problema não são as chaves que lhe deram. São as que não lhe deram
Pense em quem teve acesso àquela porta antes de si. Numa casa comprada, os donos anteriores, mas também quem lá viveu antes deles, familiares, uma empregada, um vizinho a quem se deixou uma chave para regar as plantas, o senhor das obras que ficou com uma para ir entrando. Num arrendamento, todos os inquilinos anteriores e as cópias que cada um foi fazendo ao longo dos anos.
Nenhuma dessas pessoas lhe quer mal, na esmagadora maioria dos casos. Mas a segurança de uma casa não se mede pela boa vontade de estranhos. Mede-se por quem, na prática, consegue abrir a sua porta. E no dia em que recebe as chaves, a resposta honesta é: não sabe. Podem andar duas cópias por aí, ou dez. Trocar o canhão é a única forma de voltar a ter essa conta a zero, com a certeza de que só abre a porta quem você deixar.
Trocar o canhão não é trocar a fechadura toda
Aqui há uma confusão que faz muita gente adiar o que devia fazer logo. Julgam que "mudar a fechadura" é uma obra, com porta desmontada e horas de trabalho, e por isso vão empurrando. Na maioria das portas, não é nada disso.
O canhão (o cilindro onde entra a chave) é uma peça que se solta com um único parafuso lateral e se substitui por outra. A fechadura em si, o mecanismo que está embutido na porta, fica no sítio. Troca-se só a parte que define quem tem chave. Numa porta comum, é um trabalho de minutos, e fica com um canhão novo e um conjunto de chaves que mais ninguém no mundo tem.
É também a oportunidade certa para, com o mesmo gesto, subir a qualidade. Se a casa tinha um canhão fraco, de superfície comercial, aproveita-se a troca para pôr um cilindro de segurança de marca, com proteção anti-rotura e controlo de cópia. Paga uma vez, resolve as duas coisas.
Casa comprada e casa arrendada: a mesma lógica, um cuidado a mais
Se comprou a casa, a decisão é inteiramente sua e simples: é a sua porta, troca o canhão e pronto.
Se arrendou, a vontade de proteger a casa é a mesma, mas há um pormenor a respeitar. A porta é do senhorio, e alterar a fechadura sem o avisar pode criar um problema no fim do contrato, sobretudo se ele tiver de lá entrar numa emergência e já não conseguir. O caminho correto é falar com o senhorio, explicar que quer trocar o canhão por sua segurança, e combinar a entrega de uma cópia da chave nova quando sair, ou repor o canhão antigo. É uma conversa de dois minutos que evita mal-entendidos e continua a deixá-lo protegido. A maioria dos senhorios entende, e alguns até agradecem, porque também não sabiam quantas cópias andavam por aí.
Já que vai à porta, olhe para o resto
A mudança é o momento perfeito para fazer um balanço rápido daquilo que herdou, porque tem o canhaneiro ali e resolve tudo de uma vez:
- Portão de garagem e estore elétrico. Os comandos multiplicam-se ainda mais depressa do que as chaves. Se a casa tem garagem, vale a pena reprogramar o recetor de raiz, para que comandos antigos que não lhe entregaram deixem de funcionar.
- Segunda entrada. A porta das traseiras, a da marquise, o portão do quintal. São muitas vezes esquecidas e costumam ter as fechaduras mais fracas da casa. De pouco serve blindar a porta da frente e deixar as traseiras convidativas.
- Faça já a cópia preventiva. Com o canhão novo montado, tire desde logo uma cópia extra e deixe-a com alguém de confiança que viva perto. É mais barato fazê-lo agora, com calma, do que no dia em que se fechar à porta.
Quanto custa, com franqueza
Não lhe vamos dar um número ao ar, porque depende do canhão que a porta leva e do nível de segurança que quer. O que lhe podemos dizer com honestidade é que trocar um canhão está longe de ser a parte cara de uma mudança, e é, provavelmente, o euro mais bem gasto de todo o processo, porque é o que separa a sua casa de quem já não tem nada que ver com ela. Traga a sua chave à loja, ou mostre-nos uma fotografia do canhão pela parte de dentro da porta, e dizemos-lhe logo o que encaixa e quanto fica, sem o empurrar para o modelo mais caro.
Em resumo
No dia em que recebe as chaves de uma casa nova, não sabe quantas cópias andam por aí, e não há forma de saber. Trocar o canhão da porta de entrada devolve-lhe esse controlo, é um trabalho rápido que na maioria das portas não obriga a mexer na fechadura toda, e é a altura certa para subir a segurança do cilindro. Se arrendou, combine-o com o senhorio primeiro. E já que está a tratar disto, veja também a garagem e a segunda entrada.
Estamos de volta das férias e a loja está aberta no Centro Comercial Newark, em Matosinhos. Se mudou ou está de mudança, passe por cá com a chave da porta nova que vemos o canhão e resolvemos no próprio dia. Loja: 223 270 636. Urgência: 919 155 649.
